Criei o site de forma variada. Além de poesia de diversos autores, citações e frases, contém escritos de minha autoria. Imagens variadas, de efemérides, gifs, vídeos com mensagens e musicais também têm lugar aqui.
quinta-feira, 19 de setembro de 2019
sexta-feira, 6 de setembro de 2019
O navio Mauritânia. 1906
The Mauretanea
The building of the Mauretania, launched in 1906, photographed by various, mostly unknown, photographers, including James Cleet of South Shields.
Foto de lançamento da embarcação. Fotógrafos como James Cleet di South Shields, dentre outros menos famosos, captaram esse momento no ano de 1906. O navio Mauritânia, foi construído pela Companhia Withe Star Lines, a mesma do famoso Titanic.
sexta-feira, 23 de agosto de 2019
Fernando Pessoa. Heterônimos. Poemas
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa, em junho de 1888, e morreu em novembro de 1935, na mesma cidade, aos 47 anos, em consequência de uma cirrose hepática. Sua última frase foi escrita na cama do hospital, em inglês, com a data de 29 de Novembro de 1935: “I know not what tomorrow will bring” (Não sei o que o amanhã trará).
Seus poemas mais conhecidos foram assinados pelos heterônimos Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro, além de um semi-heterônimo, Bernardo Soares, que seria o próprio Pessoa, um ajudante de guarda-livros da cidade de Lisboa e autor do “Livro do Desassossego”, uma das obras fundadoras da ficção portuguesa no século 20. Além de exímio poeta, Fernando Pessoa foi um grande criador de personagens. Mais do que meros pseudônimos, seus heterônimos foram personagens completos, com biografias próprias e estilos literários díspares. Álvaro de Campos, por exemplo, era um engenheiro português com educação inglesa e com forte influência do simbolismo e futurismo. Ricardo Reis era um médico defensor da monarquia e com grande interesse pela cultura latina. Alberto Caeiro, embora com pouca educação formal e uma posição anti-intelectualista (cursou apenas o primário), é considerado um mestre. Com uma linguagem direta e com a naturalidade do discurso oral, é o mais profícuo entre os heterônimos.
Autopsicografia
"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração."
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Poemas ao Vento
"Sopra o vento, sopra o vento,
Sopra alto o vento lá fora;
Mas também meu pensamento
Tem um vento que o devora.
Há uma íntima intenção
Que tumultua em meu ser
E faz do meu coração
O que um vento quer varrer;
Não sei se há ramos deitados
Abaixo no temporal,
Se pés do chão levantados
Num sopro onde tudo é igual.
Dos ramos que ali caíram
Sei só que há mágoas e dores
Destinadas a não ser
Mais que um desfolhar de flores."
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Abdicação
"Toma-me, ó noite eterna, nos teus braços
E chama-me teu filho.
Eu sou um rei
que voluntariamente abandonei
O meu trono de sonhos e cansaços.
Minha espada, pesada a braços lassos,
Em mão viris e calmas entreguei;
E meu cetro e coroa — eu os deixei
Na antecâmara, feitos em pedaços
Minha cota de malha, tão inútil,
Minhas esporas de um tinir tão fútil,
Deixei-as pela fria escadaria.
Despi a realeza, corpo e alma,
E regressei à noite antiga e calma
Como a paisagem ao morrer do dia."
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X. Mar Português
"Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu."
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Foi um momento
"Foi um momento
O em que pousaste
Sobre o meu braço,
Num movimento
Mais de cansaço
Que pensamento,
A tua mão
E a retiraste.
Senti ou não?
Não sei. Mas lembro
E sinto ainda
Qualquer memória
Fixa e corpórea
Onde pousaste
A mão que teve
Qualquer sentido
Incompreendido,
Mas tão de leve!...
Tudo isto é nada,
Mas numa estrada
Como é a vida
Há uma coisa
Incompreendida...
Sei eu se quando
A tua mão
Senti pousando
Sobre o meu braço,
E um pouco, um pouco,
No coração,
Não houve um ritmo
Novo no espaço?
Como se tu,
Sem o querer,
Em mim tocasses
Para dizer
Qualquer mistério,
Súbito e etéreo,
Que nem soubesses
Que tinha ser.
Assim a brisa
Nos ramos diz
Sem o saber
Uma imprecisa
Coisa feliz."
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Prefiro rosas, meu amor, à pátria,
"Prefiro rosas, meu amor, à pátria,
E antes magnólias amo
Que a glória e a virtude.
Logo que a vida me não canse, deixo
Que a vida por mim passe
Logo que eu fique o mesmo.
Que importa àquele a quem já nada importa
Que um perca e outro vença,
Se a aurora raia sempre,
Se cada ano com a Primavera
As folhas aparecem
E com o Outono cessam?
E o resto, as outras coisas que os humanos
Acrescentam à vida,
Que me aumentam na alma?
Nada, salvo o desejo de indiferença
E a confiança mole
Na hora fugitiva."
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Ode marítima
"Sozinho, no cais deserto, a esta manhã de Verão,
Olho pró lado da barra, olho pró Indefinido,
Olho e contenta-me ver,
Pequeno, negro e claro, um paquete entrando.
Vem muito longe, nítido, clássico à sua maneira.
Deixa no ar distante atrás de si a orla vã do seu fumo.
Vem entrando, e a manhã entra com ele, e no rio,
Aqui, acolá, acorda a vida marítima,
Erguem-se velas, avançam rebocadores,
Surgem barcos pequenos detrás dos navios que estão no porto.
Há uma vaga brisa.
Mas a minh’alma está com o que vejo menos.
Com o paquete que entra,
Porque ele está com a Distância, com a Manhã,
Com o sentido marítimo desta Hora,
Com a doçura dolorosa que sobe em mim como uma náusea,
Como um começar a enjoar, mas no espírito.
Olho de longe o paquete, com uma grande independência de alma,
E dentro de mim um volante começa a girar, lentamente.
Os paquetes que entram de manhã na barra
Trazem aos meus olhos consigo
O mistério alegre e triste de quem chega e parte.
Trazem memórias de cais afastados e doutros momentos
Doutro modo da mesma humanidade noutros pontos.
Todo o atracar, todo o largar de navio,
É — sinto-o em mim como o meu sangue —
Inconscientemente simbólico, terrivelmente
Ameaçador de significações metafísicas
Que perturbam em mim quem eu fui…
Ah, todo o cais é uma saudade de pedra!
E quando o navio larga do cais
E se repara de repente que se abriu um espaço
Entre o cais e o navio,
Vem-me, não sei porquê, uma angústia recente,
Uma névoa de sentimentos de tristeza
Que brilha ao sol das minhas angústias relvadas
Como a primeira janela onde a madrugada bate,
E me envolve com uma recordação duma outra pessoa
sexta-feira, 16 de agosto de 2019
domingo, 4 de agosto de 2019
Maneki Neko: O gatinho japonês da boa sorte
Maneki Neko e as razões dele ter se tornado um talismã para os japoneses.
Uma das mais populares é a Lenda do Templo Gotokuji, que se passa no início do Período Edo (1603-1867) e fala sobre um sacerdote do templo Gotoku-ji, em Tóquio, que tinha um gato.
A lenda do Templo Gotoku-ji
Apesar de não ser um homem de muitas posses, o sacerdote sempre compartilhava sua refeição com seu gato. Um dia, durante uma tempestade, um samurai se abrigou embaixo de uma árvore e ao olhar em direção ao templo, viu o gato do sacerdote que, aparentemente, parecia acenar para ele.
O samurai deduziu que o gato estava chamando-o para se abrigar no templo, e seguindo sua intuição, foi em direção ao gato. Instantes depois, um raio atingiu a árvore em que estava. Grato pelo gato ter salvado sua vida, o samurai fez do Templo Gotokuji, um local de culto de toda sua família.
O samurai também recompensou o sacerdote e ajudou o templo a prosperar. Quando o gato do sacerdote morreu, foi enterrado em um cemitério especial e como homenagem, uma estátua foi criada à sua semelhança, iniciando, assim, a imagem do gato de sorte que conhecemos atualmente.
Há mais duas outras lendas:
· A cortesã
Outra lenda a respeito do Maneki Neko conta a história de uma gueixa famosa do período Edo, chamada Usugumo, que tinha paixão por seu gato de estimação. Certa noite, seu gato começou a puxar insistentemente a bainha do seu quimono e por mais que ela o afastasse, ele voltava a puxar.
Um amigo espadachim, pensando que o gato estava enfeitiçado, cortou sua cabeça. A cabeça do gatinho voou em direção ao teto e matou uma serpente que estava pronta para dar o bote em Usugumo. Ela ficou arrasada com a morte de seu companheiro e para animá-la, um cliente fez uma estátua em forma de gato para presenteá-la, dando origem ao primeiro Maneki Neko.
· A senhora idosa
Outra lenda popular sobre a origem do Maneki Neko, conta sobre uma idosa que tinha um gato que amava muito, mas que foi obrigada a vendê-lo devido à miséria extrema. Pouco tempo depois ele apareceu em seus sonhos e disse para a sua dona fazer uma estátua de barro com sua imagem e semelhança.
Ela assim o fez e posteriormente vendeu a estátua, conseguindo um pouco de dinheiro. Animada devido à esperança de sair da miséria em que se encontrava, a velha senhora resolveu fazer mais estátuas para vender, e depois de um tempo, sua vida tornou-se muito próspera, feliz e saudável.
29 de Setembro – Dia do Maneki Neko
O Maneki Neko no Hi (招き猫の日) é comemorado no dia 29 de Setembro e a data foi escolhida pela Associação de Turismo de Seto, cidade localizada na Província de Aichi. Nesta data também acontece o Maneki Neko Matsuri, um festival.
Gatos, seres livres
Gatos são seres livres. Eles bebem quando estão com sede, comem quando estão com fome, dormem quando se sentem sonolentos e fazem o que deve ser feito a cada momento, sem necessidade de agradar a ninguém pois sublimaram a ação do ego. São capazes de profundo relaxamento e seríamos menos estressados se compartilhássemos do comportamemto do gato.
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