domingo, 2 de agosto de 2020

As máscaras de Veneza

Em 1268, data da lei mais antiga limitando o uso indevido das máscaras, homens que usavam máscaras e eram chamados de mattaccini foram proibidos de jogar ovos contra as senhoras que andavam nas ruas, embora os ovos fossem uma ferramenta de conquista, pois eram esvaziadas as cascas que em seguida, enchiam com água de rosas.

O carnaval começou no século XI, quando tinha a duração de seis meses, e alcançou sua maior popularidade no século XVIII. Durante este período, os venezianos de todas as classes sociais, ficavam vestidos com uma espécie de casaco largo preto, chamado de “tabarro“,uma capa preta de seda cobrindo os ombros e o pescoço, e o “bauta” ( máscara branca em forma de bico ).

Na cultura veneziana, o termo “máscara” se referia antigamente à atividade de “vestir barba e bigode falsos”. “Máscara” era também o apelido dado às mulheres que se disfarçavam de homens e aos homens que se disfarçavam de mulheres. Logo a máscara tornou-se um símbolo de liberdade de todas as regras sociais da época.

Como percebemos, o correr do tempo fez de simples trajes uma vazão da imaginação pessoal, fazendo vestimentas  muito diferentes, inspiradas nos personagens do Teatro de Comédia, sendo o mais famoso foi o personagem chamado "Mattaccino".

A produção das máscaras – em sua maioria feitas de papel maché – foi aumentando e já em 1773 havia oficialmente   12   lojas   de   máscaras  em Veneza, hoje são incontáveis, além de uma bela tradição da cidade durante o carnaval.


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