Em A Identidade, livro escrito em 1997, podem ser percebidos diversos elementos que estão presentes também em A Insustentável Leveza do Ser, do mesmo autor. Pela maneira cuidadosa com que apresenta e desenvolve cada um deles, Milan Kundera, de uma forma poética e cheia de sensibilidade, nos leva à identificação com alguns de seus pensamentos e atitudes e à medida em que ele ensaia reflexões sobre a história contada através da personagem Chantal.
Essencialmente, o livro trata da identidade feminina ( que é um conceito difícil de se definir. No passado, a identidade feminina era estabelecida pelo que os outros achavam de determinada mulher ) se os homens a achavam bonita e atraente, todos aceitavam que essa era uma verdade incontestéval e isso passava a fazer parte da própria identidade dessa mulher que, portanto, se achava também bonita e atraente. É como se os outros fossem um espelho e não importa o que ela mesma enxergasse nesse espelho, se não fosse validado pelos demais, não poderia ser verdade.
Porém, este livro não trata de como a sociedade define a mulher. Ele discorre sobre como a mulher incorpora certos conceitos e aplica isso na percepção dela mesma.
120 páginas que valem a pena ser lidas!

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