Levanta os braços e as pontas dos dedos
se unem, como um arco a se fechar...
Suavemente, então, põe-se a girar
qual brisa a deslizar nos arvoredos!
O calcanhar se eleva e, ao se curvar,
devolve, o corpo... A sombra em arremedos...
a forma de soltar-se em que segredos
da gravidade a impedem de tombar.
Os pés preparam um “Demi-plié”
ou pedem a beleza de um “passê”
logrando acompanhar bem, no compasso.
Assim a bailarina nos fascina
e, com doçura plena, nos ensina
a festejar o amor, no mundo, escasso!

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