domingo, 10 de maio de 2020

Boa tarde com Vinicius de Moraes


O Poetinha Vinicius de Moraes, nasceu Marcus Vinicius de Moraes, no bairro da Gávea no Rio de Janeiro aos 19 de outubro de 1913 e faleceu na mesma cidade, aos 9 de julho de 1980. Vinicius foi um poeta, dramaturgo, jornalista, diplomata, cantor e compositor brasileiro.

Pequena biografia:

Mudou-se com a família para o bairro de Botafogo em 1916, onde iniciou os seus estudos na Escola Primária Afrânio Peixoto. Desde então, já demonstrava interesse em escrever poesias.
Ingressou em 1924 no Colégio Santo Inácio, de padres jesuítas, onde passou a cantar no coral e começou a montar pequenas peças de teatro. Três anos mais tarde, tornou-se amigo dos irmãos Haroldo e Paulo Tapajós, com quem começou a fazer suas primeiras composições e a se apresentar em festas de amigos.
 Em 1929, concluiu o ginásio e no ano seguinte, ingressou na Faculdade de Direito do Catete, hoje Faculdade Nacional de Direito ( UFRJ ). Na chamada "Faculdade do Catete", conheceu e tornou-se amigo do romancista Otávio de Faria, que o incentivou na vocação literária. Vinicius de Moraes graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais em 1933. 

Em 1936, obteve o emprego de censor cinematográfico junto ao Ministério da Educação e Saúde. Dois anos mais tarde, Vinicius de Moraes ganhou uma bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesas na Universidade de Oxford. Em 1941, retornou ao Brasil empregando-se como crítico de cinema no jornal "A Manhã". Tornou-se também colaborador da revista "Clima" e empregou-se no Instituto dos Bancários.

No ano seguinte, foi reprovado em seu primeiro concurso para o Ministério das Relações Exteriores ( MRE ). Em 1943, concorreu novamente e desta vez foi aprovado. Em 1946, assumiu o primeiro posto diplomático como vice-cônsul em Los Angeles. Com a morte do pai, em 1950, Vinicius de Moraes retornou ao Brasil. Nos anos 1950, Vinicius atuou no campo diplomático em Paris e em Roma, onde costumava realizar animados encontros na casa do escritor Sérgio Buarque de Holanda.

No final de 1968 foi afastado da carreira diplomática tendo sido aposentado compulsoriamente pelo AI-5.

Obras:

Na música são muitas as obras em parceria com vários grandes como Tom Jobim, Toquinho dentre outros. Aqui datemos destaque a obras editadas abaixo relacionadas.

Teatro:

- "As Feras"
- "Cordélia e o Peregrino malvado"
- "Orfeu da Conceição"
- "Procura-se uma Rosa"

Obra poética:

- O caminho para a distância. Rio de Janeiro: Schmidt, 1933.
- Forma e exegese. Rio de Janeiro: Pongetti, 1935.
- Ariana, a mulher. Rio de Janeiro: Pongetti, 1936.
- Novos poemas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1938.
- Cinco elegias. Rio de Janeiro: Pongetti, 1943.
- Poemas, sonetos e baladas: com 22 desenhos de Carlos Leão. São Paulo: Gaveta, 1946.
- Pátria minha. Barcelona: O Livro Inconsútil, 1949.
- Antologia poética. Rio de Janeiro: A Noite, 1954.
- Livro de sonetos. Rio de Janeiro: Livros de Portugal, 1957.
- Novos poemas ( II ). Rio de Janeiro: São José, 1959.
- Para viver um grande amor ( crônicas e poemas ). Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1962.
- Livro de sonetos: segunda edição, aumentada. Rio de Janeiro: Sabiá, 1967.
Obra poética. Org. Afrânio Coutinho com assistência do autor. Rio de Janeiro: Companhia Aguilar, 1968.
- O mergulhador. Ilustr. Pedro Moraes. Rio de Janeiro: Atelier de Arte, 1968.
- O poeta apresenta o poeta. Sel. e pref. de Alexandre O’Neill. Col. Cadernos de poesia, v.4. Lisboa: Dom Quixote, 1969.
- A arca de Noé. Rio de Janeiro: Sabiá, 1970.
- História natural de Pablo Neruda — A elegia que vem de longe. Xilogravuras de Calasans Neto. Salvador: Macunaíma, 1974.
- A casa. Capa de Carlos Bastos. Salvador: Macunaíma, 1975.
- Breve momento: sonetos. Rio de Janeiro: Lithos Ed. de Arte, 1977.
- O falso mendigo. Sel. Marilda Pedroso, com xilogravuras de Luiz Ventura. Rio de Janeiro: Fontana, 1978.

*Foram considerados, aqui, somente os volumes de poesia em que novos poemas surgiram em sua obra, restando, pois, reedições, atualizações ou coletâneas que não trouxeram novidade. É preciso ressalvar que seu livro de crônicas "Para uma menina com uma flor" ( Rio de Janeiro: Ed. do Autor, 1966 ) traz como preâmbulo o terceiro poema da série “A brusca poesia da mulher amada”, inédito à época.







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